Tuesday, February 5, 2013

BARBARA THEOTO LAMBERT.


Dizem que uma das virtudes do Paulo Maluf é que uma vez uma pessoa lhe é apresentada, o político nunca mais esquece o seu nome. Podem se passar cinco minutos, vinte dias ou 35 anos, o homem usa memória mnemônica ou sabe-se lá que outra tática para guardar centenas de milhares de nomes. Uma pena que acaba não sobrando espaço para lembrar onde deposita dinheiro, mas isso é outra história.

Pois tenho um amigo Paulo que tem uma memória muito boa para nomes, e foi ele quem lembrou do nome completo da nossa professora de inglês do Colégio Macedo Soares, de São Paulo.

Seria uma injustiça se eu não homenageasse a Dona Barbara, afinal de contas, devido a sua dedicação me virei rapidamente com o inglês ao chegar nos Estados Unidos em 1976. Falar, não falava nada, por minha culpa, e não dela. Mas lia e escrevia bem, acreditem ou não, melhor do que muitos colegas de High School que nasceram aqui.

Dona Barbara era dedicada, e trazia cartazes, alguns bem feitos, outros terríveis, um trambolhoso gravador com músicas de diversas eras, transcrevia letras de músicas e os recursos que podia para nos ensinar inglês. Fez com que comprássemos um caro dicionário Webster inglês-inglês, o que na época não fazia muito sentido, mas hoje faz muito. E é justo com os meus conhecimentos de inglês e português que ganho a vida - há vinte e cinco anos.

Dona Barbara tinha verdadeira paixão por seu filho Joaquim, acho que a única coisa que gostava mais do que ensinar. Também dizia que era parente da Eloisa Mafalda, atriz da Globo já naquela época, mas nem todos acreditavam nisso. Até que se pareciam as duas. Um pouco, com certa liberdade poética.

Enfim, os três anos de Dona Barbara me deram uma forte base de inglês, com muitos exercícios escritos e bom aproveitamento nas salas pequenas. Obviamente, nas salas grandes a coisa ficava mais difícil, mas a culpa também não era dela.

Dona Barbara foi um senhor exemplo também, por superar adversidades e não deixar que isso atrapalhasse a sua performance. Quem diria que iríamos nos tornar colegas...

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